Não adianta procurar o amor
nos labirintos que se construiu,
quando secamos os nossos mares
desviando nossos próprios rios,
depois de tudo vem a lucidez,
e a solidão quer lavar a velha culpa,
mas o varal está repleto de
ressentimento, o sol não brilha
nunca mais como brilhou noutro
momento.
Se já soltamos todas as amarras
e destruímos o antigo cais,
ir esperar o amor antigo
é fazer o destino olhar
para trás.
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